
JARDIM DOS LÍRIOS
O tempo em movimento
No avanço da ciência,
ao desbravar o infinito,
uma dúvida persiste:
Seriam o Sol e o Universo
uma exceção na Criação Divina?
Nosso planeta é continuamente visitado
por seres de outros planos:
espíritos que renascem trazendo lembranças
que parecem não pertencer a este mundo.
Em nossa imaginação humana,
há a expressão de uma verdade:
teremos, sim, alguns séculos
para assimilar a mansuetude de Jesus,
o Governador deste plano
e de outros nesta mesma galáxia.
Para sobressairmos vitoriosos
sobre a agressividade
que ainda caracteriza o ser humano,
precisamos transformar nosso interior.
Na busca do Reino de Deus em nós,
temos de nos revestir de novas roupagens:
humildade e da benevolência.
Precisamos aprender a sorrir,
compreender e vivenciar
as bem-aventuranças.
A força da humildade
A humildade é a força
que permanece em nossa existência.
Ela estabiliza nossas condições emocionais
e nos conduz ao reconhecimento
de nossas próprias limitações.
Essa virtude moral,
esse estado de espírito,
chama-nos à reflexão
e nos ensina a reconhecer
aquilo que ainda precisamos aprender.
Ser humilde não significa ser pobre.
A humildade abre as portas do conhecimento
e nos ensina aceitar o inevitável.
Mudanças, aflições, lutas e desilusões
sempre existiram na jornada evolutiva.
O importante não é apenas aquilo que acontece,
mas a maneira como agimos
diante das tribulações.
Não tenhamos receio
de investigar nossa própria vida.
Esse exercício de autoconhecimento
chama-se reforma íntima.
O ser verdadeiramente inteligente,
que faz do amor o seu exemplo,
fala menos,
observa mais
e exemplifica muito.
Que o tempo nos ensine a humildade,
que a ciência nos conduza a novas descobertas
e que o amor de Jesus ilumine
nossa jornada evolutiva.